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14 de janeiro de 2026 por adm_FEF_2024

Das salas de aula ao chão de fábrica: O desafio entre formação e realidade industrial

Das salas de aula ao chão de fábrica: O desafio entre formação e realidade industrial
14 de janeiro de 2026 por adm_FEF_2024

“O que está por trás da explosão de vagas de trabalho no setor de fundição” – Essa foi a matéria mais lida do Portal Fundição em Foco em 2025, certamente porque esse é um problema de muitos.

Em entrevista ao Portal Fundição em Foco, Maurício Colin, presidente do SIFESP – Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de São Paulo, mencionou alguns fatores que contribuem para esse enorme obstáculo, como o grande descompasso existente entre o que o setor de fato precisa de seus colaboradores e o que é aprendido nas instituições de ensino.

Na Parte II dessa matéria, buscamos exatamente essas respostas.

O texto a seguir é assinado por Maurício Colin. A sua reprodução é autorizada mediante menção do autor e fonte (Portal Fundição em Foco).


“A dificuldade de contratação e retenção de profissionais na indústria de fundição não está ligada à falta de vagas ou oportunidades. Ela também reflete um descompasso entre a formação oferecida nas diferentes modalidades da educação profissional e as exigências reais do ambiente industrial.

As transformações aceleradas da indústria, especialmente no pós-pandemia, exigem atualização contínua de currículos, metodologias e maior aderência às necessidades do chão de fábrica. O setor reconhece e valoriza o papel fundamental das instituições de ensino técnico e superior na formação de mão de obra qualificada, com destaque para a qualidade dos formandos do SENAI. Ainda assim, o ritmo das mudanças produtivas impõe novos desafios.

Vejo que o ponto central não é a qualidade do ensino, mas a necessidade de ampliar a vivência profissional integrada à teoria adquirida. Estar mais conectado à realidade do dia a dia, que nem sempre é apenas técnica, mas envolve também entendimento de custos, produtividade e aplicabilidade real do que se está produzindo.

A indústria não espera que o recém-formado chegue pronto, mas que esteja preparado para aprender dentro de um ambiente produtivo real, entendendo processos, responsabilidades e a lógica industrial, da forma mais ampla possível.

Os principais desafios apontados pelas empresas

Vivência prática e transição para o ambiente industrial

Os jovens chegam com boa base conceitual, porém pouco contato direto com:

  • rotinas produtivas;
  • fluxo de processos;
  • interação entre produção, manutenção, qualidade e engenharia.

A indústria de fundição exige uma visão sistêmica, que se consolida com maior exposição ao ambiente fabril, e uma transição estruturada entre formação, prática e ambiente produtivo.

Aplicação prática do conhecimento técnico

Ainda há dificuldade em transformar teoria em ação, especialmente na:

  • leitura e interpretação de desenhos técnicos;
  • compreensão de tolerâncias e especificações;
  • conexão entre projeto, ferramental, processo e produto final.

Isso não representa uma falha individual do jovem, mas reflete uma formação que ainda pode avançar na integração com a prática industrial.

Noções de produtividade, custo e eficiência

Temas como:

  • perdas de processo;
  • eficiência operacional;
  • indicadores industriais e
  • impacto econômico das decisões técnicas

ainda aparecem de forma limitada na formação inicial, apesar de serem centrais na rotina das empresas e fundamentais para a competitividade do setor.

Postura profissional e adaptação ao ambiente industrial

A indústria opera com normas, procedimentos, hierarquia técnica e disciplina operacional. Muitos jovens precisam de um período maior de adaptação para compreender essa dinâmica, o que reforça a importância de estágios mais longos, supervisionados e imersivos.

Comunicação e trabalho em equipe

O ambiente fabril é essencialmente colaborativo. O recém-formado precisa desenvolver:

  • capacidade de dialogar com diferentes perfis profissionais;
  • escuta ativa;
  • habilidade de traduzir conceitos técnicos em orientações práticas.

Essas competências comportamentais e profissionais são cada vez mais valorizadas.

Um caminho de construção conjunta

O setor de fundição entende que a solução passa por cooperação, não por crítica. Entre os caminhos possíveis estão:

  • currículos mais conectados à prática industrial;
  • ampliação de estágios supervisionados;
  • maior presença de profissionais da indústria no ambiente educacional;
  • parcerias contínuas entre empresas e instituições de ensino;
  • formação voltada ao processo, produtividade e competências profissionais.

A indústria precisa se aproximar ainda mais da academia, assim como a academia precisa estar cada vez mais conectada à realidade das empresas. Só assim conseguiremos formar profissionais preparados para construir uma carreira sólida, produtiva e sustentável.”

Um desafio compartilhado

A crise de mão de obra industrial não é um problema isolado da fundição; ela reflete mudanças profundas no conceito de trabalho, carreira e propósito.
Superar esse desafio exige diálogo permanente, ajustes contínuos e ação conjunta entre indústria, instituições de ensino e jovens profissionais. Nós, industriais, precisamos ser protagonistas.
Por isso, defendo que o SIFESP atue como articulador da criação de um comitê técnico setorial permanente, reunindo empresas e instituições de ensino para alinhar formação, prática industrial e demandas reais do setor. Não para cobrar, mas para construir soluções conjuntas, que fortaleçam a fundição e ampliem as oportunidades para profissionais que buscam inserção ou recolocação em um mercado cada vez mais competitivo”.

Sobre o SIFESP

O Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de São Paulo (SIFESP) é a entidade representativa das empresas de fundição na Região. Ele representa as empresas Associadas em questões econômicas, sociais e trabalhistas, desempenhando papel fundamental na negociação de convenções coletivas, além de oferecer suporte e orientação em assuntos como legislação, inovação tecnológica, sustentabilidade e práticas de mercado.

Ao representar coletivamente a indústria de fundição, o SIFESP fortalece a voz do setor nas discussões com autoridades governamentais e outros agentes econômicos, garantindo que as necessidades e desafios das empresas sejam reconhecidos e tratados de forma adequada.

SIFESP – Há 81 anos defendendo e promovendo as fundições paulistas

Para informações adicionais, acesse os canais oficiais da entidade: Site │ sifesp@sifesp.com

Fonte: Portal Fundição em Foco
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