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14 de janeiro de 2026 por adm_FEF_2024

O que está por trás da explosão de vagas de trabalho no setor de fundição?

O que está por trás da explosão de vagas de trabalho no setor de fundição?
14 de janeiro de 2026 por adm_FEF_2024

Por Maria Carolina Garcia │ Portal Fundição em Foco

Desde o lançamento do Portal Fundição em Foco, há 4 meses, a hashtag #OportunidadeDeTrabalho foi a mais utilizada em nosso blog. O curioso é que essa explosão de vagas não está, necessariamente, associada a um boom de produção do setor, infelizmente.

O cenário é muito mais complexo — e revela mudanças profundas no mercado de trabalho brasileiro.

Enquanto as fundições (e seus fornecedores) ampliam contratações, muitas delas enfrentam o mesmo problema: A dificuldade para preencher essas vagas. E quando conseguem, é difícil reter aquele colaborador.

Por quê?


👉 O novo concorrente da indústria: O trabalho independente

O modelo CLT, como o conhecemos, deixou de ser prioridade para milhões de brasileiros.

  • 59% preferem trabalhar por conta própria (Datafolha, 2025)
  • A renda dos MEIs chega a ser 42,7% maior do que a de trabalhadores formais (FGV-SP, 2024)

A pandemia certamente acelerou essa mudança: O tempo se tornou um ativo valioso.

E os aplicativos e plataformas digitais oferecem justamente aquilo que muitos buscam:

  • maior autonomia
  • flexibilidade total
  • menos pressão
  • ganhos variáveis

Por outro lado…

A indústria oferece algo que nenhum aplicativo entrega: Estabilidade, desenvolvimento, carreira e pertencimento.”
(Maurício Colin, presidente do SIFESP)

E isso sim se sustenta a longo prazo!


👉 A indústria perdeu centralidade no imaginário dos trabalhadores?

Um levantamento da Fiesp (jan–mar/2025) revelou que 20,5% das indústrias paulistas não conseguem preencher as vagas ofertadas.

Uma análise unilateral com base nestes dados, sugere que “sim, a indústria deixou de ser atrativa”.
Mas uma visão mais ampla dos fatos revela que, talvez, o problema seja outro: “O modelo trabalhista atual não conversa mais com as expectativas pós-pandemia”.


👉 O que a nova geração realmente quer?

Uma pesquisa realizada pelo SENAI/SESI, com o apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional, mostrou que os jovens brasileiros de 14 a 29 anos enxergam o mercado de trabalho com um olhar diferente das gerações anteriores, que exige adaptações por parte do empresariado.

O que mais atrai jovens a uma vaga?

  • Salário – 41%
  • Possibilidade de crescimento – 21%
  • Benefícios complementares – 20%

O que mais os afasta?

  • Baixa remuneração – 50%
  • Estresse – 28%

E um dado animador:
49% dos jovens têm interesse em trabalhar na indústria; índice que sobe para 41% entre os que têm 25 a 29 anos e já buscam algo mais estável.

Ou seja, a longo prazo, 53% acreditam que a indústria pode atender às suas expectativas de carreira e renda, o que significa que A indústria não perdeu sua relevância — ela perdeu sua narrativa.


👉 O que precisa ser feito agora? (E não daqui a cinco anos)

O desafio é imediato. E exige ações em diferentes frentes:

1️⃣ Construir uma marca empregadora forte

  • Propósito, impacto humano, responsabilidade social e modernização são tão importantes quanto salário.

2️⃣ Formar líderes para o novo tempo

  • Líderes acolhedores, comunicativos, justos e preparados para dar feedback constante.

3️⃣ Criar uma cultura inclusiva, transparente e meritocrática

  • Crescimento precisa ter critérios claros.
  •  Avaliação por competências não pode ser opcional.
  •  Comunicação interna precisa ser estratégica.

4️⃣ Remuneração estratégica por produtividade

  • Sem pagar melhor, não há retenção.
  •  Sem produtividade, não há como pagar melhor.

5️⃣ Investir em saúde mental e ambiente saudável

  • Ergonomia, segurança e acolhimento contam — especialmente para quem está entrando agora no setor.

A fundição precisa formar líderes continuamente, modernizar ambientes, estruturar o RH e aproximar-se das escolas técnicas. Hoje existe um grande descompasso entre o que o setor precisa e o que é ensinado.”
(Maurício Colin, presidente do SIFESP)


👉 A equação que precisamos resolver juntos

Estamos diante de um ajuste global no conceito de trabalho, carreira e propósito.

De um lado:

  • fundições e fornecedores modernizando, crescendo e criando vagas;
  • falta de mão de obra qualificada;
  • currículos escolares desalinhados com a prática;
  • jovens desistindo antes de começarem.

Do outro lado:

  • trabalhadores valorizando autonomia, tempo, flexibilidade e propósito;
  • modelos de gestão que ainda não acompanharam essa mudança;
  • competição com MEI, aplicativos e economia digital.

A conclusão é simples:
A indústria precisa se reinventar.
E o trabalhador precisa se qualificar.

Para prosperar, o setor de fundição — e toda a cadeia produtiva — terá que:

  • reconstruir sua proposta de valor como empregador;
  • profissionalizar a gestão e a liderança;
  • aproximar-se da academia;
  • criar ambientes que combinem desenvolvimento, respeito e produtividade.

Só assim construiremos uma indústria mais forte, mais humana, mais qualificada e mais preparada para o futuro.

Fonte: Portal Fundição em Foco

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