Em agosto, a produção de 271,2 mil autoveículos foi a maior desde outubro de 2019, ou seja, desde a pré-pandemia.
Trata-se de um crescimento de +6,8% sobre julho, que teve dois dias úteis a mais, e de +9,4% sobre agosto de 2025.
O acumulado do ano já chega perto de 1,9 milhão de unidades; +8,5% em relação a 2025.
É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”. (Igor Calvet, presidente da ANFAVEA)

Exportações
As exportações tiveram o segundo mês seguido de discreta recuperação, com 39,8 mil unidades embarcadas; +2,2% do que em julho, porém -31,7% ante o mesmo mês de 2025.
No acumulado do ano, o recuo é de -22,9%, grande parte em função da queda de -36,6% dos envios à Argentina (35,4%). Uruguai e Chile, que recebem cada vez mais remessas da China, também contribuem com o cenário de retração nas nossas exportações.
Importações
As importações se mantêm elevadas neste ano, que só é superado em volume pelos primeiros anos da década de 2010, quando o mercado brasileiro bateu recorde de emplacamentos de modelos nacionais e estrangeiros.
No entanto, naquela época a maioria dos importados vinha da Argentina, nosso principal parceiro comercial.
Hoje, a China detém mais da metade dos 406,7 mil autoveículos importados, volume +29,8% superior ao do ano passado. A participação dos chineses mais que dobrou nesse período.
Emplacamentos
As concessionárias fecharam um grande volume de negócios em agosto, o que levou a uma média diária de emplacamentos de 13,1 mil unidades. Foi a segunda maior média do ano, atrás apenas das 13,7 mil/dia de maio. E representou uma reversão de tendência após quedas em junho e julho.
Com dois dias úteis a menos que em julho, agosto fechou com 275,1 mil emplacamentos, redução de -1,6% sobre o mês anterior, mas +22,1% acima de agosto de 2025.
No acumulado do ano, a soma é de 1,975 milhão de unidades, elevação de +18,4% sobre o mesmo período do ano passado.
O patamar de 2 milhões de emplacamentos já foi batido nos primeiros dias de setembro, um mês antes do que ocorreu em 2025.
De acordo com a ANFAVEA, os eletrificados tiveram novo recorde de participação, com 24,4% de todos os emplacamentos no país; mais uma vez com destaque para ao elétricos puros, que tiveram 25,9 mil unidades vendidas.
No ano já são 372 mil unidades registradas entre elétricos e híbridos, +125,8% do que em janeiro/agosto de 2025.
Modelos feitos no Brasil representam 39% desse montante, a maior parte feita com peças que vêm do exterior desmontadas (CKD) ou semidesmontadas (SKD).
Entre os modelos totalmente produzidos no Brasil, vale destacar a efetividade do Carro Sustentável, responsável por um incremento de +27,2% nas vendas desde sua criação, em julho de 2024. O programa, no entanto, acaba no final deste ano.
Caminhões
Outro programa que vem se mostrando eficiente é o Move Brasil, no capítulo caminhões. Ele reduziu o gap de queda do segmento de -31,5% em janeiro para -4,9% em agosto.
No acumulado de 2026, os emplacamentos atingiram 70,7 mil unidades, enquanto ônibus acumulam 14,5 mil, queda de -7,6%.
| Fonte: ANFAVEA |


