A importação de máquinas e equipamentos voltou a bater recorde em março. De acordo com balanço divulgado pela Abimaq, o volume importado alcançou R$ 3,1 bilhões no mês — o maior valor desde o início da série histórica, em 1999. Com isso, os equipamentos importados já representam 49% do consumo nacional do setor.
Ainda segundo a entidade, o avanço (em março) foi de +21,4% em relação a fevereiro. O resultado também contribuiu para que o primeiro trimestre fechasse com alta das dos importados (+4,2%), frente ao mesmo período de 2025.
Na comparação com o último trimestre do ano passado, porém, houve recuo de -1,9%, movimento que, segundo a Abimaq, reflete o cenário da economia doméstica.
Os números mostram ainda que, entre janeiro de 2020 e março de 2026, as importações de máquinas e equipamentos cresceram +192,7%.
Para ilustrar o impacto, a entidade destaca que o consumo aparente do setor — indicador que considera a produção local, importações e exportações — avançou +1,2% em março. No entanto, as máquinas importadas cresceram +3,4% no mesmo período. Ou seja: todo o crescimento do consumo aparente foi absorvido pelos produtos importados, sem benefício para a indústria nacional.
No 1T, o consumo aparente do setor recuou -11,4% ante 2025. A retração dos investimentos foi praticamente generalizada entre as atividades econômicas, com exceção do setor de infraestrutura, que registrou estabilidade, e do segmento de bens de consumo, que apresentou crescimento de 3,1%, segundo a Associação.
China amplia liderança
A China manteve a liderança entre os principais fornecedores de máquinas e equipamentos ao Brasil, seguida pelos Estados Unidos e Alemanha.
As importações chinesas avançaram +9,1% em março.
Segundo a ABIMAQ, nos últimos 20 anos, a participação da China nas importações brasileiras de máquinas e equipamentos saltou de 6,9% para 35,7%. No mesmo intervalo, a participação dos Estados Unidos caiu de 22,4% para 15,8%, enquanto a da Alemanha recuou de 19% para 11,4%.


